O que é o Herpes Zóster?

O Herpes Zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é uma infecção viral causada pela reativação do vírus Varicela-Zóster (VZV), o mesmo responsável pela catapora (varicela). Após a infecção inicial pela catapora, o vírus permanece latente (adormecido) nos gânglios nervosos do organismo por anos ou décadas.

Quando o sistema imunológico é enfraquecido, seja pelo envelhecimento, por estresse, doenças ou uso de medicamentos imunossupressores, o vírus pode se reativar, causando o Herpes Zóster.

Importante: Qualquer pessoa que já teve catapora pode desenvolver Herpes Zóster ao longo da vida. Estima-se que cerca de 1 em cada 3 pessoas desenvolverá a doença em algum momento. 

Para mais informações oficiais, consulte: Ministério da Saúde: Herpes Zóster

Causas e fatores de risco da Herpes Zóster

A causa do Herpes Zóster é a reativação do vírus Varicela-Zóster. Porém, alguns fatores aumentam significativamente o risco de que isso aconteça:

  • Idade avançada: o risco aumenta muito após os 50 anos, sendo mais comum em idosos
  • Sistema imunológico enfraquecido: pessoas com HIV/AIDS, câncer ou que fazem quimioterapia
  • Uso de corticoides ou imunossupressores por tempo prolongado
  • Estresse físico ou emocional intenso
  • Doenças crônicas como diabetes e doenças autoimunes
  • Nunca ter tomado a vacina contra varicela ou ter tido catapora na infância

Saiba mais sobre fatores de risco em: CDC — Shingles (Herpes Zoster) 

Sintomas

O Herpes Zóster costuma se manifestar em fases bem definidas:

Fase Prodrômica (antes das lesões)

  • Dor, queimação ou formigamento em um lado do corpo ou do rosto
  • Sensibilidade ao toque na região afetada
  • Coceira intensa
  • Febre baixa, fadiga e dor de cabeça

Fase Aguda (surgimento das lesões)

  • Erupção cutânea vermelha que geralmente aparece em faixa de um lado do tronco, pescoço, face ou membros
  • Bolhas cheias de líquido (vesículas) que se formam em grupos
  • As bolhas rompem, formam crostas e cicatrizam em 2 a 4 semanas

Referência clínica: MSD Manuals: Herpes Zóster 

Diagnóstico

Na maioria dos casos, o diagnóstico do Herpes Zóster é clínico, feito pelo médico com base na avaliação dos sintomas e no aspecto característico das lesões. 

Em alguns casos, exames laboratoriais podem ser solicitados.

Tratamento

Não existe cura definitiva para o Herpes Zóster, mas o tratamento reduz a gravidade, a duração e o risco de complicações. É fundamental que seja iniciado o quanto antes, idealmente nas primeiras 72 horas após o surgimento das lesões.

Complicações Possíveis

Quando não tratado adequadamente, o Herpes Zóster pode causar complicações sérias:

  • Neuralgia Pós-Herpética: dor crônica que persiste por meses ou anos após a cura das lesões; é a complicação mais comum
  • Herpes Zóster Oftálmico: comprometimento ocular que pode levar à perda parcial ou total da visão
  • Herpes Zóster Oticus (Síndrome de Ramsay Hunt): paralisia facial, perda auditiva e vertigem
  • Infecções bacterianas secundárias nas lesões de pele
  • Encefalite e meningite: complicações neurológicas raras, mas graves
  • Pneumonia: especialmente em imunossuprimidos

Prevenção e Vacina

A melhor forma de prevenir o Herpes Zóster e suas complicações é por meio da vacinação

O Ministério da Saúde do Brasil inclui a vacina contra Herpes Zóster no Calendário Nacional de Vacinação para pessoas acima de 60 anos, disponível em Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.

Outras medidas preventivas incluem:

  • Manter o sistema imunológico fortalecido com alimentação saudável e atividade física
  • Gerenciar o estresse
  • Tratar adequadamente doenças crônicas como diabetes
  • Realizar check-ups regulares com seu médico

É contagioso?

O Herpes Zóster em si não é transmitido de uma pessoa para outra. Porém, o vírus Varicela-Zóster presente nas bolhas pode ser transmitido por contato direto com o líquido das lesões abertas, causando catapora em pessoas que nunca tiveram a doença ou não foram vacinadas.

  • Evite contato com bebês, grávidas e pessoas imunossuprimidas enquanto as lesões estiverem abertas
  • Cubra as lesões com curativo ou roupa para reduzir o risco de transmissão
  • Lave bem as mãos com frequência
  • Não compartilhe roupas, toalhas ou utensílios pessoais

Assim que todas as lesões formarem crosta seca, o risco de transmissão do vírus é eliminado.

Clínica IMS

A Clínica IMS localizada na avenida Garibaldi em Salvador, possui uma equipe médica especializada e preparada para o diagnóstico e o encaminhamento correto, com apoio laboratorial em parceria com o Labchecap.

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